Conhecimento

1- Start Up Companies

O mundo está em transformação acelerada. As grandes empresas para competir têm que pôr em prática todas as novas maneiras de fazer mais com menos. Além dessa busca pela máxima produtividade, mudar produtos, processos e serviços, criando diferenças com relação aos seus concorrentes, são estratégias essenciais para o sucesso e sobrevida de empresas.
Inovação é a palavra de ordem. Entretanto, a inovação exige transformação, tanto da própria empresa, como dos mercados e de todas as pessoas envolvidas. Introduzir verdadeiras inovações não é tarefa de rotina na gestão da empresa. É aí que entra em cena o empreendedor, aquele que cria novos negócios, seja uma nova empresa, seja um novo mercado para sua empresa já em operação.

O empreendedor, acreditava-se, já nasce feito. No Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV, o FGVcenn, cremos que muitos brasileiros não têm sua vocação empreendedora despertada devidamente, perdendo-se seu talento na rotina da vida profissional, seja por desconhecimento de técnicas adequadas, seja por falta de oportunidade. De forma jocosa, afirmamos que Empreendedorismo não se ensina, mas aprende-se. É esse o grande objetivo da FGVcenn.

Analogia com os Jogos Olímpicos Mundiais permite entender melhor nosso ponto de vista. O Brasil tem desempenho medíocre nesses jogos quadrienais. No cômputo geral, sua classificação fica muito abaixo do que se poderia cogitar, considerando-se a importância do País quanto aos recursos humanos disponíveis, o nível geral de saúde da população, o clima favorável para prática de esportes durante todo o ano, etc.
Entretanto, todos acreditam que colocar o Brasil numa das cinco primeiras colocações nas Olimpíadas não é uma tarefa impossível. As pessoas estão aí; os atletas adormecidos estão aguardando essa catálise nacional para sua capacitação e conseqüentes vitórias. Empreender é a mesma coisa: conhecimento, quebra de paradigmas, autoconfiança, desenvolvimento de certas características pessoais, estão entre as principais ações que resultarão numa revolução na sociedade e na economia brasileiras se despertarmos todos os empreendedores latentes, para a criação de novas empresas e de novos empreendimentos nas já existentes.

O Empreendedor, nós o definimos como “o agente da inovação”, aquele que consegue vencer obstáculos que são naturais na implantação de coisas novas, pela resistência que, a elas, as pessoas opõem.

2 - Empreendedorismo Social

Ações empreendedoras são necessárias inclusive nas atividades do Terceiro Setor, que busca fazer com recursos privados uma parte do que caberia ao setor público. Novas organizações não governamentais exigem, para sua criação e sucesso,a presença do empreendedor que, neste caso não visa ao lucro, mas à transformação da sociedade. Por essa razão, o empreendedorismo social é parte essencial do estudo e das atividades.

3 - Intraempreendedorismo
Empreendedorismo Nas Grandes Empresas

O Empreendedorismo não se caracteriza apenas pela inovação na criação de novas entidades, sejam elas empresas, ou organizações sociais. No interior de organizações existentes, privadas ou governamentais, é extremamente relevante o papel de pessoas empreendedoras na sobrevivência e no sucesso de tais organizações a longo prazo. As pessoas empreendedoras e inovadoras é que promovem o crescimento e o sucesso permanente das entidades onde atuam. É extremamente difícil a visualização e a mensuração das conseqüências das atividades de empreendedores na operação de grandes organizações. Certamente, há pessoas empreendedoras que não tiveram sua vocação despertada a tempo para a criação de um novo negócio, ou não conseguiram vencer as barreiras que se opõem a essa atitude inovadora. Se e quando passam a fazer parte de empresas já estruturadas, vêem-se envolvidas com opções de seguir as rotinas consagradas ou adequar a empresa aos constantes e mutantes desafios que vêm do mercado. É nessa circunstância que age o intra-empreendedor, enfrentando tal desafio com soluções inovadoras, gerando vantagens competitivas essenciais à organização. O Centro de Empreendedorismo da FGV EAESP procurará promover a cultura empreendedora dentro das grandes organizações brasileiras e pesquisar o fenômeno para responder a perguntas como: “o que faz uma organização despertar o impulso empreendedor entre seus colaboradores”.

4 - Empreendedorismo Público

A administração pública também precisa ser cada vez mais eficiente e efetiva. A burocracia, que parece inerente ao setor público, é a antítese do empreendedorismo.
Temos, entretanto, inúmeros exemplos de pessoas que, uma vez no setor público, realizam grandes transformações, demonstrando que empreendedores fazem a diferença também nas atividades governamentais. Essa é a razão de o FGVcenn dedicar-se ao estudo e a ações no campo do empreendedorismo no setor público.
A EAESP mantém um curso de Administração Pública modelar, o que traz maiores responsabilidades à escola com relação à adequada capacitação de seus alunos.
Todas essas atividades convergem para o objetivo maior do FGVcenn: o desenvolvimento social e econômico e a melhor qualidade de vida dos brasileiros. Afinal, para ser empreendedor é fundamental acreditar no nosso país e na nossa gente.

 Áreas de Atuação:

  • Sucessão em Empresas Familiares

Outro fenômeno de âmbito mundial é a sucessão nas empresas familiares. Momento particularmente crítico é aquele em que o empreendedor original, o criador da empresa, que foi seu dínamo desde a geração da primeira idéia, decide afastar-se da direção dos negócios.
Muitos fatores podem levar a essa decisão e inúmeras conseqüências advêm dela, muitas vezes comprometendo a evolução e o futuro da empresa.
Preparar o processo sucessório da empresa tem muitas facetas, desde o estudo e compreensão do ambiente psicossocial na empresa, da identificação de lideranças, das alianças estratégicas que dependem do líder original, dos conflitos potenciais, etc.
A complexidade multidisciplinar desse campo de estudos será certamente objeto de pesquisas do Centro.

  • Franquias
  • Empreendedorismo Cultural